“Vamos encher sua boca de chumbo””
Essa foi apenas uma das ameaças que estão chegando ao senador Angelo Coronel, presidente da CPI que apura a disseminação de Fake News nas eleições presidenciais.
“É um negócio assustador. Nunca vi nada parecido”, diz o senador.
Essas ameaças foram reveladas pelo colunista Bernardo Mello Franco.
Ele publicou um texto mostrando as reações do PSL – o partido de Bolsonaro – contra essa CPI.
Trecho da coluna:
A comissão começou a funcionar na última terça. Foi uma estreia tumultuada. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que prefere atuar nos bastidores, assumiu o papel de líder da tropa de choque do governo. Ele se esforçou para barrar a convocação de um representante do WhatsApp, o aplicativo de mensagens instantâneas que mudou a forma de fazer campanha.
“Eu perguntei qual o fato determinado. Não existe”, alegou o primeiro-filho, apesar das múltiplas provas de uso do zap para disseminar notícias falsas e manchar reputações. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) tentou socorrê-lo com uma tese curiosa. Alegou que o WhatsApp seria uma “rede social privada”, e por isso não teria a obrigação de prestar contas ao Congresso. “As pessoas conversam, entre WhatsApp e Telegram, coisas privadas. Há de se diferenciar as redes sociais”, disse, sem convencer os colegas de outros partidos.
O deputado Filipe Barros (PSL-PR), que já recorreu ao Supremo para tentar impedir a instalação da CPI, chegou à primeira sessão com um objetivo mais modesto. Queria empurrar a votação dos requerimentos para a semana que vem — o que também foi rejeitado pela maioria do plenário.
Entre reclamações, protestos e questões de ordem, os bolsonaristas passaram uma hora e meia tentando impedir que a comissão funcionasse. A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) explicou o motivo de tanta apreensão. “Isso aqui é um tribunal de exceção para julgar o nosso presidente, para julgar a sua campanha”, discursou.
Globo revela ameaças de morte ao presidente da CPI das Fake News publicado primeiro em https://catracalivre.com.br
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