Como parte das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, o projeto Causando – uma parceria da Catraca Livre e do Instituto Carrefour – reuniu campanhas inspiradoras pela igualdade de gênero, pelo empoderamento feminino e contra os estereótipos.
Escolhemos cinco exemplos de campanhas de agências brasileiras que foram aplaudidas no mundo: Santa Clara, Africa, Mutato, F/Nazca S&S e David.
quem disse, berenice?
A marca de cosméticos quem disse, berenice? decidiu questionar, em 2015, o excesso de nãos na vida das mulheres. E entrou na campanha contra estereótipos de gênero.
No vídeo, desenvolvido pela agência Santa Clara, elas riscam (pre)conceitos, como “ser chefe não é pra mim”, “pagar a conta não é pra mim” e “cabelo curtinho não é pra mim”.
Avon
O que você deixou de fazer por ser mulher? A campanha #PorqueSomosMulheres, da Avon, buscou discutir as limitações que mulheres enfrentam pelo simples fato de serem mulheres.
Microdocumentários retrataram vitórias, conquistas e batalhas de mulheres inspiradoras. No Twitter e no Instagram, a marca estimulou depoimentos e reflexões.
Lançada em março de 2016, a campanha foi criada e executada pela agência Mutato.
#MyGameMyName
A agência Africa desafiou youtubers de games brasileiros para jogarem uma partida com um nick ou apelido feminino, numa ação batizada de #MyGameMyName.
O que aconteceu foi a comprovação da tese. Os youtubers passaram pelas situações de assédio e opressão vivenciadas pelas jogadoras.
Frases como “Cala a boca, você é uma menina” e “Direitos das mulheres não existem” foram ouvidas aqui e acolá. Assim como “Seu lugar é na cozinha: fique lá” e “Sua puta”.
Depois de sentirem na pele os efeitos de ser uma mulher, os gamers gravaram um vídeo. E enviaram um recado para os seus milhões de seguidores: a necessidade urgente de todos promoverem mais respeito e igualdade no mundo virtual.
A ONU Mulheres, agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero e os direitos humanos das mulheres, também entrou nessa partida, em janeiro deste ano. Diante da necessidade de virar o jogo e promover mudanças dentro da indústria de games, anunciou seu apoio ao movimento #MyGameMyName.
Skol

Em uma ação rápida, a marca tirou uma campanha de circulação – a “Deixe o não em casa”, que havia gerado polêmica – e lançou mão de uma educativa. Desta vez, sobre respeito no Carnaval, elaborada pela agência F/Nazca S&S.
Saiu o “esqueci o não” e entraram novas frases, como “Não deu jogo. Tire o time de campo” ou “Quando um não quer, o outro vai dançar”. As peças traziam ainda a assinatura: “Neste Carnaval, respeite”.
Magazine Luiza
Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim. Este foi o mote da campanha do Magazine Luiza, lançada no Dia Internacional da Mulher do ano passado, elaborada pela agência David.
Na luta contra os relacionamentos abusivos, a rede começou a vender em seu site e lojas uma colher por R$ 1,80. O valor tinha razão de ser: foi bolado em referência ao Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher.
Todo o dinheiro seria revertido para a ONG Mete a Colher e para o Instituto Patrícia Galvão. As instituições têm como objetivo dar assistência às mulheres que passam por alguma situação de violência doméstica.
Catraca Livre criou o projeto Causando, apoiado pelo Instituto Carrefour, para mostrar como as marcas desenvolvem e assumem causas.
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Veja publicidades brasileiras sobre a mulher aplaudidas no mundo publicado primeiro em https://catracalivre.com.br
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