Na quinta-feira, 2 de janeiro, os EUA atacaram por drones um local perto do aeroporto de Bagdá, no Iraque, deixando morto o general iraniano Qassim Soleimani, o segundo nome mais poderoso do Irã. O ato aumentou ainda mais a tensão entre os países, chegando a ficar na iminência de uma Terceira Guerra Mundial.
A ordem do ataque foi dada pelo presidente Donald Trump, que culpa Soleimani pela morte de americanos e afirma que o ataque ao general se deu para “conter o terror” no país.
A partir de então, uma série de novos fatos aconteceram, inclusive o contra-ataque do Irã na noite de 7 de janeiro. Abaixo, você confere uma cronologia dos acontecimentos, e também todas as últimas notícias que se sucederem sobre a tensão entre os países.
(Trechos estão hiperlinkados para as matérias originais, auxiliando você, leitor, a compreensão do caso)
O ataque
Na noite de 2 de janeiro, os EUA atacaram por drones a capital do Iraque, Bagdá, deixando morto o general iraniano Qassim Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica e segundo nome mais poderoso do país. Segundo as forças de segurança do Iraque, ao menos nove pessoas morreram no ataque.
Comandante desde 1998 da Força Al Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, e apontado até como eventual futuro presidente do país persa, Soleimani era o principal estrategista e articulador das parcerias militares com seu país. Saiba mais sobre o general aqui.

O Departamento de Defesa dos EUA divulgou uma declaração informando que “sob o comando do presidente [Donald Trump], as forças armadas dos EUA agiram defensivamente de forma decisiva, matando Qassem Soleimani para proteger os indivíduos americanos no exterior”.
Na sexta-feira, 3 de janeiro, a televisão iraquiana Ahad TV divulgou imagens que seriam do ataque aéreo realizado pelas forças norte-americanas. As imagens foram captadas por uma câmara de vigilância e mostram o momento em que o drone dispara e é possível ver uma explosão. Assista aqui.
Ameaça a Israel
Em 3 de janeiro, como uma resposta ao ataque dos EUA que matou o general iraniano Qassem Soleimani, a Guarda Revolucionária do Irã, que ela liderada por ele, afirmou, por meio de um porta-voz que “há preparação para destruir Israel”, segundo o canal de TV Iran International.
Em nota, o Irã afirmou que os Estados Unidos cometerem o “maior erro estratégico” no Oriente Médio” e serão responsáveis “pelas consequências desta aventura criminosa”.
O que o Brasil tem com isso?
No fim da tarde de 3 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se pronunciou sobre a ofensiva americana. Ele acredita que se acontecer um conflito entre Irã e Estados Unidos, ele poderia representar “o fim da humanidade”, por causa do poder bélico que as duas nações têm em mãos.
Em contrapartida, o Twitter foi à loucura, levando a hashtag #BolsonaroFicaCalado aos trending topics, com medo de que Bolsonaro, em algum momento, demonstrasse apoio aos EUA e, consequentemente, gerasse uma situação conflituosa entre Brasil e Irã.

Apesar de Bolsonaro não ter dado declarações públicas que comprometessem a neutralidade brasileira, o Itamaraty divulgou uma nota apoiando a ação dos EUA e dando a entender que a diplomacia brasileira considerava Soleimani um terrorista.
Por conta disso, o governo do Irã convocou o representante brasileiro em Teerã, no domingo, 5 de janeiro, para pedir explicações, colocando assim o Brasil em uma situação de vulnerabilidade poucas vezes vista na história.
Ameaça de Trump
Na tarde de 5 de janeiro, o presidente Donald Trump fez novas ameaças ao Irã, caso o país persa opte por uma vingança. Em sua conta no Twitter, Trump disse que pode revidar “talvez de forma desproporcional” se algum americano for atingido pelo Irã.

O funeral de Soleimani
O funeral do general Qassim Soleimani, em 7 de janeiro, levou milhões de iranianos às ruas, gerando imagens inacreditáveis. Entre pedidos de “fim aos EUA” e condolências pela morte do militar, um tumulto generalizado deixou ao menos 35 mortos e centenas de feridos na cidade de Kerman, no sul do Irã.
Imagens da TV estatal mostram pessoas caídas no chão, com os rostos cobertos, enquanto equipes de resgate tentavam reanimar outros feridos. O enterro de Soleimani foi adiado.

Irã contra-ataca
Na noite de terça-feira, 7 de janeiro, o Irã assumiu o ataque a duas bases militares que abrigam americanos no Iraque. O bombardeio contou com doze mísseis e foi atribuído à Guarda Revolucionária do país.
A TV oficial iraniana afirmou que “corajosos combatentes da marinha da Guarda Republicana lançaram uma operação bem-sucedida chamada ‘Mártir Suleimani’ para disparar dezenas de mísseis terra-terra na base das terroristas e invasoras forças armadas norte-americanas”.
Emissoras de televisão iranianas divulgaram imagens do contra-ataque. A FarsNews_Agency postou um vídeo creditando ao momento do contra-ataque iraniano.
Em seguida, o presidente Donald Trump fez uma publicação em seu Twitter afirmando que “tudo está bem” e que fará um pronunciamento na manhã de 8 de janeiro. Já a Guarda Revolucionária do Irã informou que os ataques são o primeiro passo da “dura vingança” pelo assassinato de Soleimani.
Atualizaremos esta publicação diariamente com as últimas notícias sobre o caso.
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